SCORPION – O QUE EXISTE DE MELHOR EM UMA SÉRIE SOBRE RELACIONAMENTOS HUMANOS

SCORPION – O QUE EXISTE DE MELHOR EM UMA SÉRIE SOBRE RELACIONAMENTOS HUMANOS


Em um mundo de Petrolões e Babilônias, onde não se sabe o que é mais podre, a realidade ou a ficção, me deparo com uma série de tv, mais internet que tv, muito bem feita, e onde o bom e o heroico não cedem um centímetro de propaganda para o mal.



Katharine McPhee (Paige) cantando Somewhere Over The Rainbow

Assisti Scorpion esta semana quando estava procurando algo para matar o tédio. Fiquei tão envolvido com a mesma que aguardo o fim de semana prolongado para terminar de assisti-la. O que há de tão interessante assim? Eis um resumo dos temas apresentados:

Scorpion é um grupo de empreendedores privados que trabalham para o governo americano em algumas missões que requerem uma característica individual e coletiva do grupo. Eles tem um QI (Quociente de Inteligência) extremamente alto. Na introdução o alter ego do grupo Walter O´brien se apresenta como sendo mais inteligente que Albert Einstein.


Acontece que como contra ponto eles tem uma dificuldade enorme de relacionar-se uns com os outros e com o restante da humanidade. O grupo é formado meio que forçadamente por causa das circunstancia do piloto da série e tem como elo, um garoto filho de uma garçonete, a qual não faz ideia de que seu filho é um gênio e não um retardado mudo.


Walter explicando a Paige no piloto da série que o filho dela não é um garoto especial (retardado) e sim um genio que joga xadres com saleiros e açucareiros.

Com o passar dos capítulos percebe-se que a série não é sobre genialidade ou que o destaque são as inúmeras aventuras que o grupo se envolve. O foco da série é mostrar como cada um deles supera seus medos e passa a ter um relacionamento um tanto mais saudável consigo mesmo.


Temos um gênio cheio de fobias que acaba lutando contra elas para salvar um garoto soterrado e que acaba descobrindo que reconhecer seus afetos não é algo ruim. Ele faz isto através da irmã de Walter que tem uma doença degenerativa mortal.

Através dela Walter se abre também para o reconhecimento da fé em detrimento da ciência, quando necessita crer que sua irmã pode ser curada.


Elyes Gabel também tem seus dotes musicais

Temos um psicólogo altamente competente em interpretar a vida alheia, quando ele mesmo e um viciado em jogos e morre de medo que sua colega de equipe saiba de sua paixão por ela.

Temos esta outra gênia por quem o psicólogo é apaixonado morrendo de medo de procurar seu pai o qual não conhece. Muito bacana o modo como ela se aproxima dele e acaba se revelando em uma festa de natal na qual seu pai diz: “Você é muito parecida com ela (a mãe). Eu amei você no primeiro instante em que a vi.

E temos Walter que se apaixona pela mãe do garoto super dotado ao envolver-se com o garoto. A complexidade de sua personalidade é enorme e a série mostra com uma verdadeira maestria seu despertar para os sentimentos, seu relacionamento com seu empregador, o qual é uma figura paterna desde que ele tinha 10 anos e hackeou o site da NAZA, o modo como ele reage quando o pai do garoto reaparece cheio de boas intenções e ele tem de contrapor seus sentimentos pelo garoto e o bem estar emocional de uma criança problemática.

E temos por fim a mãe do menino não querendo apaixonar-se por um gênio desajustado de quem ela diz que “abraça as pessoas como se fosse um robô quebrado”.

Mesmo o modo como uma família disfuncional é apresentada a série tem a virtude de não mostrar a família como algo banal e descartável. Isto pode ser mostrado em um momento de tensão entre Walter e Drew (pai do menino) quando Paige, a mãe dele, diz aos dois: “Isto não é sobre vocês dois. Isto é sobre o bem estar do meu filho e é só isto que me interessa”. Isto é uma mãe verdadeira em contrapartida com as velhas esclerosadas de Babilônia.



Impossível não comparar Walter O´Brien com Sheldon Cooper e saber que ser gênio não é sinônimo de ser uma criança mimada e egoísta.



Robert Patric como T-1000 em Exterminador do Futuro II

Impossível também olhar para Robert Patrick e não lembrar de seu papel mais marcante: o robô assassino de Exterminador do Futuro II.

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