STAR WARS - O DESPERTAR DA FORÇA FEMINAZI!

Filmagem do primeiro Star Wars - Dentro da Milenium Falco


O que dizer de um filme que alcança um bilhão de dólares de bilheteria em 12 dias e quinhentos e vinte e nove milhões em um mísero fim de semana? Avatar foi o primeiro filme a ter renda de 2 bilhões de dólares e, em minha opinião, é um dos piores filmes de todos os tempos.

Estou dizendo então que o Star Wars é uma droga? De modo algum. Ele tem todos os elementos de drama e aventura que fazem um filme ser bem feito.



Vamos então a coisas que eu considero bacanas de verdade no filme:

Hans Solo aparece pouquíssimo tempo, a Princesa Leia menos ainda e Luke Skywalker, se aparecer um minuto é muito. No entanto quando aparecem os créditos do filme, os nomes que aparecem primeiro são de Herrison Ford, Carrie Fisher e Mark Hamill. Creio que só não colocaram o nome do ator que interpreta Darth Vader porque só aparece o capacete todo destroçado. Isto chama-se dar honra a quem honra merece. Eu só saio do cinema depois de ver os créditos. E, além do mais, tem ninguém menos que Andy Serkis (Golun, Cesar, King Kong) como o bandidão que chama a si mesmo de Líder Supremo.



O quem tem então no filme que me incomoda? "É feminista, no pior sentido da coisa, até o útero", como dizem os americanos.

Por feminismo eu entendo qualquer história onde o sexo feminino é priorizado em detrimento do sexo masculino. Onde homens são meros pretestos para as mulheres reinarem absolutas.

Veja, por exemplo, Erin Brokovich. O personagem principal é uma mulher, a atriz (Julia Roberts) ganhou os Oscar e os bandidões são todos homens. No entanto o que está sendo combatido no filme é a bandidagem e não o ser homem.

Vejamos o que tem de feminismo neste filme, detalhando cada personagem:




A Força. Para quem não entende o que seja a tal Força de Star Wars, é um conceito claramente panteísta, de que Deus é tudo e Tudo é Deus. Então você pode em alguns momentos ter todo o poder de uma força impessoal dentro de si, tal qual Darth Vader e seu filho Luke SkyWalker. Só que em Star Wars a força tem dois lados. um positivo e um negativo e ambos dominam o universo com um certo equilíbrio. O famoso conceito de Yin e Yang da filosofia chinesa.

Neste filme o lado negro da força domina os homens. Não é algo que é controlado por eles e sim que os controla. Os homens são míseros objetos descartáveis. E nenhuma mulher é mostrada deste modo. Já o lado "iluminado da força" não aparece em nenhum homem, ao mesmo tempo que está em pelo menos duas mulheres.

Uma garota sem pai nem mãe, têm habilidades que Luke SkyWalker precisou ser treinado por Yoda e Obi Wan. Ela dirige a nave de Han Solo como se tivesse feito curso de mecânica no SENAI.


Rey(Daisy Ridley) - Como não gostar de uma garota sem família que tem de lutar por sua própria sobrevivência em um planeta desértico? E além do mais linda. Tudo nela é bom, seu caráter ao não vender um droide para ter o que comer, ir atrás de um estranho sem nome, Finn (John Boyega), apenas para combater o lado negro da força. E por fim descobrir ser ela mesma a heroína. Não há nada de errado no caráter da moça. Apenas o modo como as coisas são colocadas no filme dão a entender que toda a honra pertence às mulheres e um papel coadjuvante qualquer para os homens. O romance entre ela e Finn, que salvaria o filme deste feminismo explícito, fica só na intenção.



Princesa Leia(Carrie Fisher) - Este é o maior exemplo de feminismo do filme. Eu nunca entendi a história de a Princesa Leia ser "uma princesa" e seu irmão gêmeo Luke Skywalker não ser um príncipe. Aqui ela não se conforma em ser uma mísera princesa. No mínimo isto lembraria o sapatinho de cristal da Cinderela. Ela então se torna o que? General. A líder da resistência. 

Quando ela encontra Hans Solo, com quem teve um filho, ela nem mesmo troca um aperto de mão com ele. Em todo o filme, ela só o abraça quando sabe que ele está indo procurar o filho de ambos. Mulher que manda não se preocupa com estes romances bobos.



Maz Kanata (Lupita Nyong´o) - Como conseguiram transformar uma atriz linda num ser feio daquele? Hollywood parece não gostar mesmo da beleza feminina. Sua personagem é uma especie de Yoda, que mostra à jovem Rey todo o potencial que ela tem e que ela é aquela que está destinada a encontrar Luke Skywalker.



"Quando eu olhar para esta estátua dourada, que ela possa me relembrar e a cada criancinha que, não importa de onde vocês sejam, seus sonhos são válidos!" - 
Lupita Nyong´o - Atriz mexicana, de pais quenianos, ao receber o Oscar concorrendo, entre outras, com Júlia Roberts.

Vamos então ao caráter dos homens:



Luke Skywalker (Mark Hamill) - Para que você entenda o que a galáxia esperava dele basta analisar seu nome: Luke (Lucas), significa luz, ou o iluminado. Aquele que conhece a força dentro de si mesmo e que derrotou o próprio pai (Darth Vader) que se vendeu para o lado negro. SkyWalker (aquele que caminha no céu). E por mais que os fãs de Star Wars não gostem, só tem um ser iluminado que andou no céu: 
Como caíste desde o céu, ó Lúcifer (Luz), filho da manhã! Como foste cortado por terra, tu que debilitavas as nações! E tu dizias no teu coração: Eu subirei ao céu, acima das estrelas de Deus exaltarei o meu trono, e no monte da congregação me assentarei, aos lados do norte. Subirei sobre as alturas das nuvens, e serei semelhante ao Altíssimo. E contudo levado serás ao inferno, ao mais profundo do abismo. Isaías 14:12-15

Neste filme então Luke Skywalker, o iluminado que andou nos céus é um ser desterrado que ninguém sabe o paradeiro depois de perder alguma guerra. Um verdadeiro covarde desterrado. 



Só desviando um pouquinho, Mark Hamill está simplesmente fantástico na série The Flash. Inclusive diz a famosa frase que Darth Vader diz para Luke Skywalker: "eu sou seu pai!"




Finn (John Boyega) - O sujeito nem nome tem. Ele conhece a sim mesmo apenas como FN-2187. Ele é só uma coisa, e uma coisa bem medrosa. Vive fugindo e quando encontra uma moça linda pela frente, além de apanhar dela, vira seu capataz. É ela quem sabe pilotar e consertar uma nave. Toda a virilidade que ele deveria ter foi passada para a moça e tudo o que ele sabe fazer é correr e transpirar de medo. Tanto que no final do filme é ele quem fica lá desacordado, enquanto ela vai salvar a galaxia. Ele até muda um pouco na presença do vilão e toma um pouco de atitude, mas na frente da moça ele é só uma boneca de porcelana.


Hans Solo (Harisson Ford) - O cara não é apenas um covarde como o finn. Ele é um mercenário, no pior sentido da coisa. Não sei se foi a machesa da General Leia que o fez virar um bunda mole, mas para ele só o que interessa é o lucro e sair em pele e osso. O único momento que ele mostra algum sentimento pelo próprio filho é quando ele pergunta o que ele verá se tirar a máscara: "a face do meu filho". Até a nave que ele possui é jogado na cara dele, que ele  roubou.



Kylo Ren (Adam Driver) - Ele não passou para o lado negro da força ao ser todo desfigurado como Darth Vader. Nem tão apavorante é. Só chato mesmo. Ele é apenas um menino mimado que tem ódio do pai sem uma razão específica. É o famoso menino criado pela avó. Em resumo é um ser imprestável que mata o próprio pai fingindo estar arrependido. Um bosta da pior espécie e qualidade.

Então, por mais que eu não queira ver, Star Wars, O Despertar Da Força, é um filme que tem como lema, mostrar ao mundo que quem manda é o sexo feminino. Nada mais além disto.


Comentários

Postagens mais visitadas