PERSON OF INTEREST – A CADA DIA QUE PASSA VOCÊ FICA MAIS INDEFESO CONTRA O GOVERNO





“Vocês estão sendo vigiados. O governo possui um sistema secreto. Um sistema que vocês pediram para mantê-los em segurança. Uma máquina que os espia a cada hora, todos os dias. Foi concedida a ela o poder de ver tudo: listar, ordenar e controlar a vida de pessoas comuns. “

Por que afinal de contas assistimos representações da vida em uma tela? Lembro que quando era criança, televisão era coisa raríssima, e cinema ou internet eram coisas que habitavam apenas outras dimensões, como na série The Flash. Naquele tempo a gurizada se reunia nas praças para brincar de bandido e mocinho e fazíamos nossa própria série. Tinha de tudo.
Foi justamente o final desta série que me fez dar uma olhada em como andavam os episódios da 5ª temporada de Person Of Interest. Fiquei de boca aberta em perceber em como ela está cada dia mais parecida como a realidade nossa de cada dia.
Resumindo o conceito mostrado na mesma: “O governo construiu duas máquinas que controlam a vida de todo mundo. O objeto era detectar e impedir atos de terrorismo. Acontece que uma das máquinas, ou Inteligência Artificial, é manipulada por gente inescrupulosa capaz de matar e perseguir qualquer pessoa que esteja em frente a uma câmera. ”
Algumas coisas muito importantes estão sendo passadas nesta quinta temporada e vou aqui mostrar o que elas têm em comum com a realidade:

Em um episódio um rapaz suspeita que uma colega de infância foi sequestrada e passa a investigar seu paradeiro. Ela não é sua amiga e ele declara para o detetive John Reese (Jim Caviezel) que nem mesmo gosta dela. Entretanto ele reconhece nela um ser humano que merece ser protegido, visto que as pesquisas da moça desaparecida têm como principal objetivo distribuir pelo mundo em forma de pó, os alimentos que são desperdiçados. Em uma reportagem que assisti muitos anos atrás foi mostrado que só na cidade de Nova Iorque, pelo menos 2 bilhões de dólares eram jogados no lixo em forma de alimentos.

Este episódio específico mostra que não é necessário ser um detetive como Sherlook Holmes para enxergar a realidade da vida. Basta não ser cego e ver as coisas como ela realmente são e não como as propagandas mostram. Outro fato importante é que, normalmente as pessoas que tentam fazer o bem ao próximo são sempre perseguidas, como a moça desaparecida e o rapaz que dá pela sua falta. E o ponto central é que tudo o que aconteceu com a moça e inclusive a falsa investigação que leva à prisão de um “Rico” “inocente” foi feito pela máquina governamental.
Na Realidade Virtual em que o Brasil vive, da qual nada é o que aparenta ser e todos os dias um “grampo” mostra que os brasileiros não sabem de nada sobre quem controla nossas vidas, temos tudo para crer que estamos cercados por um inimigo invisível, poderoso e cruel. Nada define melhor a vida do povo brasileiro atualmente do que a definição que esta série faz da máquina:
“Vocês estão sendo vigiados. O governo possui um sistema secreto. Um sistema que vocês pediram para mantê-los em segurança. Uma máquina que os espia a cada hora, todos os dias. Foi concedida a ela o poder de ver tudo: listar, ordenar e controlar a vida de pessoas comuns. “
Então seja você um cidadão qualquer que tem o hábito de comer uma uva no supermercado, esta máquina o está vigiando e a qualquer hora o seu crime pode ser comparado em pé de igualdade com o de gente como Renan Calheiros, Romero Juca ou Lula da Silva. Um exemplo claro disto é que neste exato momento você pode ser um monge beneditino que leva a sério seu voto de castidade, mas em algum ponto deste Brasil uma parte diabólica desta máquina o está comparando com 30 estupradores.

Em outro episódio é mostrado que mesmo o chefão da máfia mais poderosa de Nova Iorque foi não somente vigiado, como manipulado e quase morto pela tal máquina. Para ela não tem a menor importância se você é do bem ou do mal. Você está sendo catalogado e manipulado de qualquer modo. Este mesmo episódio mostra, através da personagem Sameen Shaw, que esta manipulação não é somente em meios externos, para que você pareça ser o que não é. A manipulação é feita dentro do seu cérebro para que você acredite ser o que não é. Apesar de ser um tema que já cansou meus olhos de telespectador, pelo excesso nos cinemas e tv, considerei a melhor parte deste episódio especifico o relacionamento homossexual entre esta personagem e outra do seriado. Acontece que ao contrário da outra moça, Sameen não é homossexual. Ela está sendo manipulada para aceitar como naturais, instintos que lhe foram passados por outra pessoa.
Esta manipulação coletiva está tão profunda na mente brasileira que pessoas comuns estão começando a crer, como verdade absoluta que são máquinas programadas para “dar o cu” desde antes de serem fecundados. Não percebem que, se isto fosse verdade, o ser humano seria apenas um escravo, assim como a personagem Shaw é em todos os momentos deste capítulo. Nada do que acontece com ela durante o episódio é verdadeiro. Apenas uma ilusão em sua mente, criada por um sistema perverso.
O que fazer então quando você perceber finalmente que está sendo manipulado por uma máquina governamental: lutar com todas as suas forças, mesmo que como a Sameen você esteja sendo torturado. No primeiro momento em que ela é confrontada por uma falsa homossexualidade, simplesmente vira a cara para alguém a quem admira. E quando percebe que não tem salvação e está sendo usada para matar seus amigos se mata. E é mostrado que aquela simulação já aconteceu quase 2 mil vezes. Isto mostra que o ser humano é algo mais poderoso do que qualquer manipulação mental.

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