ELEIÇÃO À PROVA DE FRAUDE USANDO A BLOCKCHAIN





Pelo menos sobre duas eleições presidenciais existem suspeitas de terem sido fraudadas. A segunda eleição do senhor George Walker Bush e a segunda eleição da senhora Dilma Vana Roussef.  Por fraude, não estou dizendo erro de máquina ou de contagem. Estou falando categoricamente de manipulação dos dados. De máquinas nas quais, antes de a votação começar, já existiam votos computados.

Material e Urna Eletrônica achada no lixo durante a eleição de Dilma Rousseff (2014)


Pensando neste fato e no sucesso que moedas virtuais estão fazendo pelo mundo afora, pensei: e porque não fazer um sistema de votação descentralizado, tal qual a blockchain. Afinal de contas, se esta tecnologia serve para pessoas na Venezuela, no Zimbabue, na Africa do Sul, do mesmo jeito que serve no Japão ou nos Estados Unidos. Por que não em um órgão governamental como o STF.


E como se faria tal processo? Vou tentar explicar em uma linguagem bem simples. Entretanto, antes de mostrar como funcionaria, vou mostrar como é algo completamente possível de acontecer. No dia da última eleição para prefeito, eu não levei meu título de eleitor. Na verdade eu não levei nem o número do vereador em quem votei. Eu só sabia o local onde iria votar, mas não sabia qual sala era. Ao entrar no prédio, expliquei minha situação a uma moça, ela sacou seu aparelho celular, entrou em um aplicativo do Tribunal Eleitoral, digitou meu CPF, nome e o nome de minha mãe e magicamente os dados da sessão eleitoral apareceram. E o número do vereador estava em um papel ofícil na parede de cada sala. Então é mais que possível uma eleição acontecer em tempo real pela internet. 

Entenda que eu não sou programador de computadores, então a linguagem utilizada aqui é a mais leiga possível, afinal é para leigos entenderem.

O que é uma cabine de votação eletrônica, como as Smartimatick venezuelanas que temos no Brasil. São computadores nos quais dados são inseridos. Você entrega seu título de eleitor ao mesário, ele confere seus dados, aperta um botão mágico e a máquina que está em outro ponto da sala computa, ou soma seu voto.

Pense por um instante que, no momento em que seus dados sejam conferidos eletronicamente e seu voto associado a eles, o programa do computador coloque um carimbo eletrônico que só ele tenha e no qual além dos seus dados, seja colocado também o momento exato com horas, minutos e segundos em que você votou.



Imagine agora que, ao invés de ser acumulado naquele computador, ele seja transmitido instantaneamente para todas as máquinas eleitorais do país. Se você considera isto impossível, saiba que é exatamente isto o que acontece com o Bitcoin e todas as outras moedas digitais existentes. Alguém em Chorochó, na Bahia, envia 1,5 bitcoins para um parente seu que esta visitando Odessa, na Ucrania, a qual ele quis conhecer após ver o filme: O Dossie de Odessa, embora a história do filme se passe totalmente na Alemanha. No instante em que aquele baiano envia os bitcoins que fazem um total de R$ 3092,43, ele é automaticamente enviado para todos os computadores do mundo que esteja conectados com a blockchain (cadeia de blocos).

Odessa - Ucrânia


Voltando então ao nosso hipotético sistema eleitoral. Imagine que cada voto que for recebido, inclusive por aquela primeira máquina na qual seu voto foi computado, vá acumulando os votos de todo o país, e a cada bloco de 10 votos, ele faça um bloco eletrônico, no qual aqueles 10 votos específicos sejam eletronicamente identificados com os outros e novamente transmitidos. As máquinas então acumulariam os blocos uns sobre os outros, fazendo com que fossem impossível fraudar um voto que tenha sido feito e que já estivesse identificado com um bloco, sem que todos os votos dos blocos seguintes também fossem fraudados.


Ao mesmo tempo um computador em cada Tribunal Eleitoral confeririam somente os votos participantes da cadeia de blocos e divulgariam os resultados que teriam de ser o mesmo em todo o país. Sendo assim, Aquele nosso amigo de Chorochó, teriam seus resultados replicados em todas as máquinas, da cidade de Oiapoque no Amapá, do mesmo modo que estariam eletronicamente computadas em todas as máquinas da cidade de Chui, no Rio Grande do Sul. Então seria uma votação à prova de fraude do Oiapoque ao Chui.


Pelo jeito, mais alguém já pensou na idéia. Se os Emirados Árabes são capazes de querer tal coisa, por que não o Brasil.

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