INDIA APELA AO #BITCOIN APÓS FALENCIA DA MOEDA LOCAL


Responsabilidade familiar, sim, e sempre. Falência da família devido às regras cruéis do governo, não. Barbara Mikulski

Sempre que leio algo sobre algum país indo completamente à falência, lembro de Zelia Cardoso de Mello. A ex Ministra da Fazenda, prima de Fernando Collor e de Marco Aurélio de Mello, foi um dia à TV jurar que não haveria confisco na poupança dos brasileiros. No dia seguinte "pela primeira vez na história mundial confiscou todos os ativos financeiros de um país da noite para o dia". 

Segundo Carlos Eduardo Carvalho, professor do Departamento de Economia da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, o confisco não fazia parte, originalmente, do Plano Collor e tem origens num consenso entre os candidatos à presidência da época: Collor, Ulysses Guimarães e Lula da Silva.

E o que isto tem a ver com a Índia? O governo indiano resolveu, sem mais nem menos, a lá Zelia Cardoso, que nenhuma nota de 500 e 1.000 Rúpias tinha mais valor algum no país. E tinha muita gente que, com medo de ficar mais pobre do que era guardava suas Rúpias debaixo do colchão. Todas elas tiveram seu valor literalmente surrupiado.

Mas o que é dinheiro e o que é valor afinal de contas? No Kenia, para sair exatamente desta miséria que os governos fazem, para o bem maior da maioria usam créditos pré pagos de telefone celular como dinheiro. Isto mesmo que você leu. Crédito de celular usado como moeda. E o Kenia está até saindo do buraco com este tipo de dinheiro imaterial.

Esta foto tem mero aspecto ilustrativo. Não uso créditos de celular para nada e não confio em nenhuma destas empresas.

E para proteger os melhores direitos dos indianos, o governo está proibindo a importação de ouro. Sendo assim, eles têm de apelar para outras moedas alternativas que esteja além do alcance do governo. 

Como as boas novas de salvação financeira tem corrido o mundo, alguém chegou à índia anunciando a libertação da escravidão governamental por meio do Bitcoin. Assim sendo, a população local está se instruindo e começando a usar a moeda digital como meio de troca.



Resumindo novamente o que seja Bitcoin:

1) Eu tenho um arquivo digital, protegido por senha o qual está registrado em uma caderneta, do tipo daquelas de bar que mostram o quanto alguém está devendo. No caso desta caderneta ela mostra apenas o quanto de pontos eu possuo. Estes pontos são chamados Bitcoins.

2) Cada vez que eu transfiro para outra pessoa a posse de um quantia de Bitcoins, ou Satoshis, que são seus "centavos", é feita uma anotação nesta caderneta mostrando a quantidade, e o endereço Bitcoin para onde foi transferida, que é que uma outra caderneta da pessoa para quem eu transferi a quantia.
Carteira Bitcoin

3) Esta transferência é anotada também no computador, ou celular de todo mundo que tenha uma destas cadernetas com uma Conta de Bitcoins. É anotado também o dia, hora, minutos e segundos no qual a transferência foi feita.

4) Ao mesmo tempo, algumas pessoas que possuem outras cadernetas, ou contas Bitcoin confirmam a transação, resolvendo dificílimos cálculos matemáticos. A cada 10 confirmações de qualquer parte do mundo, é feito um bloco com aquela anotação a qual é a garantia de que eu não tenho mais os bitcoins dos quais me desfiz e que a pessoa a quem os transferi é agora o possuidor dos mesmos Bitcoins.

5) Aqueles que conseguirem formar um bloco com 10 transferências devidamente autenticadas, recebem como prêmio uma quantidade de Bitcoins que são criados naquele exato instante e com o único objetivo de recompensá-lo por garantir que a economia do Bitcoin funciona realmente.

6) Estas transações são feitas de modo anônimo. O único modo que o governo tem de saber o quanto você possuie é se você ou a pessoa a quem você disser, e através do endereço IP. Acontece que coisas como o Tor Browser conseguem impedir seu IP de ser descoberto.




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