FIGURINHAS, BANCO IMOBILIÁRIO E #BITCOIN


Em algum lugar deste blog existe um artigo sobre Banco Imobiliário e o afundamento do Titanic. Vou mudar um pouco o rumo da prosa e falar sobre Bitcoin e Banco Imobiliário, para que você entenda como funciona o dinheiro do mundo.

Quando eu era criança gostava de colecionar albuns de figurinha. Creio que figuras de heróis ou coisas parecidas. Infelizmente a vida não era das mais fáceis e eu não tinha muito dinheiro para gastar com este meu hobbie.


Acontece que neste tipo de coleção, algumas figurinhas vem repetidas e outras são mais raras. Elas eram então usadas como um meio de troca para conseguir outras figurinhas. Suponha que eu tivesse repetida uma de um filme super famoso e ela fosse uma das mais raras do álbum. Eu poderia trocá-la por quase todas as outras figurinhas do album juntas.

Este processo de atribuir valor a algo e usá-la como um meio de troca é o que faz algo ser útil como dinheiro.

Pensando então no Banco Imobiliário: ele consiste basicamente em querer tornar-se rico, pelo acúmulo de propriedades e bens como carros e helicópteros. No início do jogo, cada jogador recebe do banqueiro uma quantidade de dinheiro e através de uma jogo de dados as pessoas vão ficando ricas.

O que ele tem de diferente da realidade é que somente ladrões é políticos ganham coisas e dinheiro sem fazer nada. Na vida real você necessita trocar sua força de trabalho por dinheiro e só ai comprar algo. 

A única coisa neste jogo, parecida com a realidade é a figura do banqueiro. No início do jogo ele é dono de todo o dinheiro e todas as propriedades. E ele não faz força alguma para ganhar aquilo. E na medida que os jogadores vão tendo má sorte, quem mais fica rico é exatamente o banqueiro.

E de onde ele tirou todo aquele dinheiro? Tal qual os banqueiros da vida real ele os fabricou do nada. São simples pedaços de papel aos quais todos atribuem um valor e que uma impressora qualquer pode fabricar.

Como seria então um Banco Imobiliário que usasse o Bitcoin como moeda de troca? Para começo de conversa ele não poderia ser jogado em um mísero tabuleiro. Seria necessário ser jogado online pela internet. Haveria um jogador inicial que teria alguma moeda e ela seria vendida ou trocada por algo, como as figurinhas que eu mencionei no começo.

Cada compra seria registrada nas contas de todos os outros jogadores, em algo que se chama Livro Razão. Uma venda só seria válida se fosse idêntica em todos os Livros Razão.

No final de 2016, os governos da Índia e da Venezuela decretou que as notas de maior valor das moedas locais (Rúpias e Bolivares) não valiam mais nada. Isto fez o povo perder tudo o que tinha.


O valor de cada Bitcoin seria estipulado pela importância que cada jogador daria àquela moeda que não existe, a não ser em impulsos binários em uma rede de computadores. Exatamente por isto o nome Bitcoin: Binary Coin (Moeda Binária).

Ao contrário do Banco Imobiliário, o dinheiro não surgiria do nada. Ela seria um prémio que alguns jogadores ganhariam por manter o jogo limpo e honesto. Estes jogadores seriam chamados de mineiros e eles registrariam estras transações através de blocos de informações, nos quais cada venda de um imóvel ou bem seria registrado. Os mineiros teriam de decifrar um enígma para validar aquele grupo de transações e logo depois transmití-la a todos os outros mineiros e jogadores.

A grande diferença é que, ao contrário do Banco Imobiliário e dos Bancos normais, o dinheiro do Bitcoin não aparece do nada. Não tem como eu fabricar minha própia moeda e inserí-la no jogo. Isto seria facilmente detectado pelos mineiros que eliminaria as moedas falsas e o jogador do jogo.

E é por causa desta intricada engrenagem matemática, que milhões de pessoas pelo mundo colocam sua confiança no Bitcoin e creditam a cada um deles, neste exato instante, o valor em reais de: R$ 3.675,60.

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