PUNHO DE FERRO - COMO ESTRAGAR UMA BOA HISTÓRIA



Pegue um casalzinho bonito, ensine a eles artes marciais, cerque-os de mistério, drama, tortura mental e bandidos malvadões e você terá a fórmula para se fazer uma série super interessante.

Punho de Ferro ia de vento em popa. Eu até pesquisei termos budistas para saber que raio era o tal chi do Danny. Pelo que entendi é o velho conceito panteista de que "Deus é tudo e tudo é Deus". Então o bom moço bilionário segue sua vida tentando descobrir um propósito para ela.



Além disto temos o atormentado Ward, manipulado desde a infância por um pai vigarista e que mesmo assim leva uma empresa a ter sucesso financeiro. A empresa fundada pelo pai de Danny e de Ward é um verdadeiro hino contra o capitalismo. Ela é entupida de corruptos que a roubam de todos os modos e ainda assim é uma empresa de sucesso. Se fosse na realidade seria tão falida quanto o Brasil.

Até que chega no penúltimo episódio, no qual depois de descobrir todas as conspirações de sua vida e ele tem a oportunidade de acabar de vez com aqueles que o prejudicaram. Ai entra o pacifismo bocó de 9 entre 10 produções de qualquer estúdio de cinema ou tv:

"Se você o matar, você será igual a ele. Entregue-o para a polícia."

Meu filho quase foi assassinado por um filho do demônio. De todo aquele acontecimento, o mais doloroso para mim como pai, foi convencê-lo de que ele não deveria fazer nada contra o quase assassino. Mesmo sabendo que ele nunca teve uma punição sequer. Mas eu não fiz isto por achar que matando-o, ou dando uns corretivos nele, nos tornaríamos igual. Eu fiz isto porque o Brasil é o retrato perfeito do dilema de Antígona, da peça de Sofocles: "É estranho como a justiça é lenta, mas a injustiça é rápida como um raio". Então, meu filho ou eu, ou qualquer um que encoste um dedo no vagabundo seríamos rapidamente encontrados pela mesma polícia que não fez nada contra ele.

De resto, entre Punho de Ferro e Angelina Jolie eu fico com a declaração dela: "Se alguém entrar em minha casa, e tentar machucar meus filhos, eu não tenho problema nenhum em atirar nele."

Quanto à picuinha sobre o fato de o ator Finn Jones ser gay, tudo o que posso dizer é que é um desperdício de material genético.


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